Homem usando o YouTube Shorts no aplicativo

Na terça-feira passada (2), o YouTube divulgou que está rodando um teste para garantir acesso direto ao Shorts em dispositivos iOS.

Ou seja, se o usuário estava assistindo vídeos curtos quando fechou o aplicativo, será enviado de volta para o feed quando abrir novamente — e não para a tradicional home do YouTube.

A experiência tende a ser bem mais imersiva e atraente, já que traz os vídeos com play automático e em tela cheia.

Ontem (8), um porta-voz da plataforma anunciou que o experimento será ampliado para dispositivos Android.

A ideia é dar destaque para o Shorts dentro do aplicativo, em detrimento dos vídeos longos que consagraram o YouTube como a plataforma de conteúdo audiovisual mais acessada do mundo.

YouTube Shorts é uma tentativa de fazer frente ao TikTok

O YouTube Shorts chegou primeiro na Índia, em setembro de 2020, e foi expandido gradualmente até se tornar uma plataforma global.

Nem tão surpreendentemente, a interface é muito parecida com o rival TikTok em diversos aspectos. O Shorts possui várias funcionalidades de criação e edição de conteúdo, usando vídeos captados na hora ou “remixando” vídeos já existentes na plataforma — se permitido pelo usuário original.

Além disso, o usuário pode brincar com a velocidade do vídeo e usar efeitos de tela verde, entre outras ferramentas. Familiar, não é mesmo?

Vídeos mais longos no TikTok são uma ameaça ao YouTube

Enquanto o TikTok estava apenas no território de vídeos curtos, não representava uma grande ameaça ao YouTube. O problema começou quando a rede social expandiu a duração máxima dos vídeos, de 60 segundos para 3 minutos, em julho deste ano.

E não para por aí: supostamente já estão rolando testes para aumentar para 5 minutos  apenas alguns meses depois.

Com isso, o TikTok indica que pode abocanhar uma boa fatia do público interessado em vídeos longos. Considerando a liderança absoluta que ele já garante faz tempo nos conteúdos mais curtos, não é surpreendente que o YouTube esteja correndo atrás do prejuízo.

YouTube não é a única plataforma que aposta nos vídeos curtos

Embora o YouTube Shorts esteja em destaque ultimamente, ele não é a única plataforma que tenta imitar o sucesso estrondoso do TikTok.

O Reels foi lançado apenas um mês antes do YouTube Shorts, em agosto de 2020. Após pouco mais de um ano, ele parece trazer resultados satisfatórios para o Instagram, como apontado pelo CEO da Meta, Mark Zuckerberg, na última chamada de relações com investidores da empresa.

O Reels já é a funcionalidade que mais traz crescimento de engajamento no Instagram. Ele é incrivelmente divertido, e eu acho que tem uma grande quantidade de potencial. Nós esperamos que ele continue crescendo e eu acredito que o Reels será tão importante para nossos produtos quanto o Stories.

Outras redes sociais que seguiram os passos do TikTok na implementação de vídeos curtos são o Pinterest, que criou uma funcionalidade chamada Idea Pins; e o Snapchat, que nomeou sua própria iniciativa de Spotlight.

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