Mulher em frente ao notebook com o cartão de crédito na mão, fazendo compras na Black Friday 2021

Mesmo com investimento pesado de divulgação por parte de grandes lojas, a Black Friday 2021 foi marcada por crescimento abaixo do esperado.

Antes da data, o estimado era que 7 entre 10 brasileiros utilizasse a oportunidade para aproveitar ofertas. De fato, algumas categorias específicas de produtos e serviços tiveram destaque, como mercearia e turismo.

Entretanto, não foi suficiente para contrabalancear a perda de poder de compra que marcou o ano do brasileiro.

Com a alta dos preços, as próprias lojas tiveram margens mais estreitas para ofertas e promoções, o que contribuiu para consolidar um cenário de crescimento tímido.

Veja abaixo um resumo completo da data no e-commerce para saber mais sobre faturamento, pedidos, ticket médio e reclamações!

Faturamento geral aumentou 5,8%; crescimento foi maior entre PMEs

Como avaliado pela Neotrust, o faturamento geral do e-commerce chegou a R$ 5,4 bilhões entre a meia-noite de quinta-feira (25) e as 23h59 de sexta-feira (26).

Na comparação com o ano passado, o crescimento foi de 5,8%. Pode parecer um cenário favorável, mas temos que considerar que a projeção era de 6% a 10%.

Vale lembrar também que esse número já estava reduzido, já que a previsão era de 16% antes da piora do cenário econômico brasileiro no meio do ano.

Por sua vez, a representatividade dos PMEs aumentou, de acordo com um levantamento realizado com base em 90 mil clientes atendidos pela Nuvemshop.

Somente nas primeiras 12 horas de ofertas, na virada da quinta para sexta-feira, o faturamento total atingiu R$ 10,8 milhões. Esse número é 13% superior ao ano passado.

Quanto ao número de produtos vendidos, o crescimento foi similar. Foram 215 mil itens, uma alta de 14% em relação a 2020.

Esses números não incluem o Esquenta Black Friday, período em que os lojistas antecipam algumas ofertas para manter os clientes engajados.

Número de pedidos se manteve; ticket médio aumentou, mas reflete alta de preços

A Neotrust também averiguou que a quantidade de pedidos, que continuou no mesmo patamar. Foram 7,6 milhões de transações, apenas 0,5% inferior ao ano passado.

Por sua vez, o ticket médio subiu 6%. Mesmo assim, o número não reflete um crescimento de vendas em si, já que considera a alta dos preços dos principais produtos vendidos.

Destaques foram alimentos, bebidas e turismo; cenário reflete insegurança econômica

Com o avanço da vacinação no Brasil, o turismo foi um dos destaques da Black Friday. Em comparação com 2020, a alta no faturamento foi de 54,4%, como mostrou o Índice Cielo do Varejo Aplicado.

O setor de alimentos e bebidas é relativamente novo no e-commerce brasileiro, mas já abocanhou boa parte da representatividade de vendas no país. Afinal, foram 38,9% mais pedidos do que no ano passado.

Entretanto, a alta pode ser um reflexo da insegurança econômica que vem assolando o país. A Neotrust aponta que o brasileiro está tentando garantir os itens básicos com desconto ao invés de se dar alguns luxos na Black Friday 2021.

Cartão de crédito lidera meios de pagamento; PIX ficou abaixo do esperado

O cartão de crédito continuou na liderança como o meio de pagamento de escolha em 81% das compras na Black Friday, além de ter crescido 6% em comparação com 2020.

Muito provavelmente, isso acontece devido à possibilidade de parcelamento. Afinal, a data ocorre no final do mês, período pouco vantajoso para brasileiros que desejam fazer compras maiores à vista.

O boleto bancário veio em segundo lugar, com 10% da representatividade total. Entretanto, perdeu 4 pontos percentuais comparado com o ano passado.

O PIX, que era a aposta da vez, acabou ficando na lanterna. A previsão da Neotrust era de 25%, mas o meio de pagamento foi utilizado em apenas 2% das compras.

Entrega e propaganda enganosa foram principais alvos de reclamações

Nem só de faturamento e pedidos vivem as altas da Black Friday. Também houveram mais reclamações, de acordo com o Reclame Aqui.

O levantamento foi realizado entre o meio-dia de quarta (24) e as 21h da sexta-feira (26). Mesmo 5h antes do término oficial da Black Friday, foram 9.690 reclamações, um aumento de 19% em comparação com o período total de 2020.

Grande parte da indignação diz respeito às promessas de frete expresso.

Algumas lojas apostaram em prazos agressivos, para o mesmo dia ou o dia seguinte, e não foram capazes de cumprir. Essas reclamações representaram 20% do valor total.

A Black Fraude também marcou presença, com 16% das reclamações relacionadas à propaganda enganosa. Nesse nicho, se encaixam situações em que o preço do produto é alterado poucos dias (ou semanas) antes da data para simular ofertas falsas.

Lições para o ano que vem: menos marketing e mais promoções

Investir na campanha de Black Friday é imprescindível para atrair clientes em uma data que é tão competitiva. Entretanto, não adianta apostar só em marketing para garantir as vendas.

O que faz a data valer a pena para os clientes são as promoções em si. Por isso, faz mais sentido que as lojas despendam mais recursos no acordo com fabricantes, como aponta Felipe Paniago, CMO do Reclame Aqui:

“Os varejistas, na verdade, acabaram investindo mais uma vez no marketing, em grandes atrações e lives para atrair público. Fica como reflexão para o próximo ano talvez aplicar mais esforços em negociar melhores promoções.”

Prêmio Black Friday de Verdade reconhece as melhores lojas

Para eleger as melhores campanhas do ano, existe o Prêmio Black Friday de Verdade.

A mantenedora Proxy Media avalia as empresas que aderem a um termo de comprometimento para trazer ofertas reais e condições transparentes ao consumidor brasileiro. Essas lojas são divididas entre categorias e vão a voto popular para decidir os vencedores.

Os quesitos avaliados são preço, entrega, atendimento e facilidade de compra. Este ano, a premiação acontece no dia 6 de dezembro.

Para votar ou saber mais, acesse o site oficial! E fique de olho, porque vamos trazer os vencedores aqui nesse post após a premiação 😉

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